Em 25 de novembro de 2025, a Warner Music Group (WMG) anunciou um acordo histórico com a SUNO, plataforma de criação musical baseada em inteligência artificial, encerrando uma disputa judicial que se arrastava desde 2024 e estabelecendo um novo paradigma para a relação entre a indústria fonográfica e as tecnologias de IA generativa. O anúncio surpreendeu o mercado musical mundial e levanta questões cruciais para todos os músicos — especialmente aqueles ligados à música tradicional, como os violeiros brasileiros.
O Contexto: Uma Guerra Jurídica pela Alma da Música
A Virada: Do Confronto à Parceria
IA e Música Regional: A Viola Caipira na Era dos Algoritmos
A IA Consegue Criar Música de Viola?
Proteção ou Vulnerabilidade? O Dilema dos Violeiros
1. Os artistas terão suas músicas mais protegidas?
2. E os artistas que apoiam a criação com IA?
Por Onde Devemos Caminhar? Reflexões para Violeiros/as
Diante desse cenário, cinco diretrizes emergem para artistas de viola caipira e música tradicional:
A viola caipira é patrimônio cultural imaterial. Sua técnica, história e contexto não podem ser reduzidos a padrões algorítmicos. O valor da música tradicional está em sua autenticidade, memória viva e relação com o território.
4. Participe do debate Associações de violeiros, movimentos culturais e artistas devem pressionar por legislação que proteja música tradicional e artistas independentes. O modelo de acordos das majors não pode ser o único caminho.
Vale a Pena o Uso de IA para Criar Música?
A viola continuará soando — desde que esteja nas mãos de quem a conhece não por algoritmos, mas por herança, luta e pertencimento.